Tuesday, September 18, 2007

O ser ou não ser...humano...eis a questão.

Neste ciclo efémero que dá pelo nome de vida nem sempre é fácil perceber a missão de cada um mais do que isso, o que nos move...uns para cada lado? Daí à maldade humana é um saltinho. Afinal o que é isso? O que a caracteriza? Quem a pratica? Já agora, porquê?
Apetece-me falar da maldade hoje...Ao longo da vida, tenho navegado, qual barquinho a remos à deriva, pelas vidas de muitas pessoas, como acontece a qualquer pessoa e de quando em quando dou por mim a ponderar porque zarpamos mais depressa de um porto do que do outro? O que nos marca? Será a capacidade de nos revermos naqueles que conhecemos, de sermos compreendidos , amados e ajudados? Talvez...
E o que nos repele? O que nos impele a agarrar os remos novamente? No meu caso, liberto amarras sempre que no lugar de um coração encontro maldade, mesquinhez e incapacidade de amar incondicionalmente alguém pelo que é e não pelo que tem ou pelo que pode provêr.
E esses, meus amigos, andam ai, em cada esquina, do nascer ao pôr do sol alimentando-se daqueles que por falta de coragem ou de amor próprio se deixam consumir ao invés de soltarem amarras à procura de um porto melhor.