Neste ciclo efémero que dá pelo nome de vida nem sempre é fácil perceber a missão de cada um mais do que isso, o que nos move...uns para cada lado? Daí à maldade humana é um saltinho. Afinal o que é isso? O que a caracteriza? Quem a pratica? Já agora, porquê?
Apetece-me falar da maldade hoje...Ao longo da vida, tenho navegado, qual barquinho a remos à deriva, pelas vidas de muitas pessoas, como acontece a qualquer pessoa e de quando em quando dou por mim a ponderar porque zarpamos mais depressa de um porto do que do outro? O que nos marca? Será a capacidade de nos revermos naqueles que conhecemos, de sermos compreendidos , amados e ajudados? Talvez...
E o que nos repele? O que nos impele a agarrar os remos novamente? No meu caso, liberto amarras sempre que no lugar de um coração encontro maldade, mesquinhez e incapacidade de amar incondicionalmente alguém pelo que é e não pelo que tem ou pelo que pode provêr.
E esses, meus amigos, andam ai, em cada esquina, do nascer ao pôr do sol alimentando-se daqueles que por falta de coragem ou de amor próprio se deixam consumir ao invés de soltarem amarras à procura de um porto melhor.
Tuesday, September 18, 2007
Monday, April 16, 2007
Quando os dias cinzentos querem ser azuis...
Penso frequentemente na capacidade que a vida tem de nos contrariar.
Hoje acordei numa daquelas manhas cheias de rotina e muito pouca vontade. Invulgarmente não tinha sono...
Sendo uma 2ª feira, que dificilmente se adivinha um dia fácil (por motivos mundanos e outros de foro mais complexo), não me sinto impelida para mudar o mundo e trabalhar até que tudo me doa, como gosto de fazer.
A meio da manhã fico a saber, em conversa com uma amiga, da existência de uma forte possibilidade de, a curto prazo, tudo na minha vida passar a ser diferente e estupidamente igual ao que já foi um dia...por motivos muito pouco mundanos e de que agora nao me apraz falar (em outro post quem sabe).
Penso uma vez mais na razão que leva a que tudo na minha vida seja conseguido por meio de um, nada agradável, calvário...a expressão "do outro lado da montanha" há muito que passou a ser uma constante na minha vida. O meu dia que não era azul, passou de repente para um cinza mais carregado.
A amiga, que na sua condição de tal, me tenta animar não tem muito sucesso na tarefa e terminamos as duas a pensar nas férias que há algum tempo "arquitectamos"...está quase.
No entanto, não consigo deixar de passar a tarde mergulhada numa melancolia profunda a tentar pensar nas coisas positivas da vida: tenho um cachorro que me adora e me salta para o colo sempre que abro a porta de casa; tenho um namorado que me adora (quase tanto como o cachorro) e que, apesar do feitio (;)) me apoia nas minhas decisões; a minha casa; o meu bolide...enfim, uma vida com tudo o que é normal e desejável.
Às vezes e, apesar da sorte que temos isto nao é suficiente embora não percebamos bem porquê...
Hoje acordei numa daquelas manhas cheias de rotina e muito pouca vontade. Invulgarmente não tinha sono...
Sendo uma 2ª feira, que dificilmente se adivinha um dia fácil (por motivos mundanos e outros de foro mais complexo), não me sinto impelida para mudar o mundo e trabalhar até que tudo me doa, como gosto de fazer.
A meio da manhã fico a saber, em conversa com uma amiga, da existência de uma forte possibilidade de, a curto prazo, tudo na minha vida passar a ser diferente e estupidamente igual ao que já foi um dia...por motivos muito pouco mundanos e de que agora nao me apraz falar (em outro post quem sabe).
Penso uma vez mais na razão que leva a que tudo na minha vida seja conseguido por meio de um, nada agradável, calvário...a expressão "do outro lado da montanha" há muito que passou a ser uma constante na minha vida. O meu dia que não era azul, passou de repente para um cinza mais carregado.
A amiga, que na sua condição de tal, me tenta animar não tem muito sucesso na tarefa e terminamos as duas a pensar nas férias que há algum tempo "arquitectamos"...está quase.
No entanto, não consigo deixar de passar a tarde mergulhada numa melancolia profunda a tentar pensar nas coisas positivas da vida: tenho um cachorro que me adora e me salta para o colo sempre que abro a porta de casa; tenho um namorado que me adora (quase tanto como o cachorro) e que, apesar do feitio (;)) me apoia nas minhas decisões; a minha casa; o meu bolide...enfim, uma vida com tudo o que é normal e desejável.
Às vezes e, apesar da sorte que temos isto nao é suficiente embora não percebamos bem porquê...
Friday, April 13, 2007
Fazer compras em Hipermercados...
Depois de alguns, parcos, anos de existência continuo sem conseguir perceber quem é que em seu perfeito juízo consegue fazer compras num hipermercado a passo de caracol. Tento sempre encarar essa tarefa enfadonha como uma corrida numa pista de kart. Em vez de dar corda ao motor meto a moeda e a partir dai as semelhanças sao indiscutiveis. Se não vejamos: Kart- temos um carro pequeno, um condutor, um conjunto de pneus que estão sempre no sitio errado e o tempo contado porque pagámos 15€ que só dão para 1/4 de hora; Hipermercado - temos um carro pequeno, um condutor, um grupo de pessoas que está sempre no sitio errado e o tempo contado porque quem trabalha não tem tempo para avaliar as Kcal de 80 embalagens de chouriço.
Para cumulo chegamos ao caixa para nos depararmos com uma fila de 20 pessoas à espera de efectuar pagamento...mesmo ao lado de um cartaz de proporções bem visiveis que proclama: "Mais do que 2 pessoas à sua frente? Abrimos uma nova caixa".
Para cumulo chegamos ao caixa para nos depararmos com uma fila de 20 pessoas à espera de efectuar pagamento...mesmo ao lado de um cartaz de proporções bem visiveis que proclama: "Mais do que 2 pessoas à sua frente? Abrimos uma nova caixa".
O outro lado de nós...
Há dias em que acordo com aquela enorme sensação de insatisfação perante a vida. Levantar, banho, dentes, vestir, perceber o que passa pela cabeça do cão...e de quem era o sorriso que acordou ao meu lado, sempre diferente mais igual a todos os dias...enfim rotina.
O trabalho não anda nem desanda e os dias de sol parecem cada vez mais cinzentos..."diaxo" de vida, penso.
As horas não passam e enquanto resmungo "Nunca mais é Sexta", o computador observa-me como se quisesse que dele tirasse algo de novo...eu bem queria, mas há dias em que um teclado é mesmo um só teclado e não há milagre que produza o que quer que seja de novo.
Espreito pela janela e vejo no jardim os caes a gozarem o sol...o que estará a minha fera a destruir a esta hora? Espero não ter de pagar uma nova janela à senhoria :(
Sem forças para fazer algo de útil navego pela net ao sabor da maré, leio o jornal, verifico as infinitas contas de email e dou um salto ao hi5: "Talvez hoje o meu irmao tenha visto a minha mensagem"...e eis que, perdidos num emaranhado de links e janelinhas, surgem murmurios de um tempo que julgava esquecido. Amigos de longa data que aparecem não sei bem de onde mas de quem é sempre refrescante receber um "Olá...tenha saudades"...a impagavel sensação de termos sido importantes para alguem, de termos com a nossa vivencia, deixado uma memória que consegue arrancar um sorriso e em dias bons, quem sabe, uma gargalhada.
Sorrio e penso que pelos caminhos secundários, os chamados "caminhos de cabras" que percorro desde sempre, também encontrei pedaços de chão alcatroados nos quais não era penoso andar...um dia chegarei à auto-estrada...já me contentava com um IP.
No meio dos murmurios encontro um diferente (deve acontecer a toda a gente), a memória empoeirada de um primeiro namorado e um beijo. Avalio a fotografia e procuro as diferenças naquele que, na minha idade do armário, pensava estar para mim como Cristo para os cristaos. Os traços não mudaram, apenas se acentuaram com o passar dos anos....penso: como poderá o tempo mudar-nos de forma tão extrema? As borboletas já não saltam na barriga na presença daqueles olhos verdes e brilhantes...talvez por ambos termos encontrado novos "animais de estimação", quem sabe!
Lembro-me de que afinal, hoje é Sexta-Feira mas há muito que uma Sexta não tem o mesmo sabor...entre os 6 "empregos" que temos e os cursos, pós-graduações e mestrados que teimamos em tirar não sobra muito tempo.
O trabalho não anda nem desanda e os dias de sol parecem cada vez mais cinzentos..."diaxo" de vida, penso.
As horas não passam e enquanto resmungo "Nunca mais é Sexta", o computador observa-me como se quisesse que dele tirasse algo de novo...eu bem queria, mas há dias em que um teclado é mesmo um só teclado e não há milagre que produza o que quer que seja de novo.
Espreito pela janela e vejo no jardim os caes a gozarem o sol...o que estará a minha fera a destruir a esta hora? Espero não ter de pagar uma nova janela à senhoria :(
Sem forças para fazer algo de útil navego pela net ao sabor da maré, leio o jornal, verifico as infinitas contas de email e dou um salto ao hi5: "Talvez hoje o meu irmao tenha visto a minha mensagem"...e eis que, perdidos num emaranhado de links e janelinhas, surgem murmurios de um tempo que julgava esquecido. Amigos de longa data que aparecem não sei bem de onde mas de quem é sempre refrescante receber um "Olá...tenha saudades"...a impagavel sensação de termos sido importantes para alguem, de termos com a nossa vivencia, deixado uma memória que consegue arrancar um sorriso e em dias bons, quem sabe, uma gargalhada.
Sorrio e penso que pelos caminhos secundários, os chamados "caminhos de cabras" que percorro desde sempre, também encontrei pedaços de chão alcatroados nos quais não era penoso andar...um dia chegarei à auto-estrada...já me contentava com um IP.
No meio dos murmurios encontro um diferente (deve acontecer a toda a gente), a memória empoeirada de um primeiro namorado e um beijo. Avalio a fotografia e procuro as diferenças naquele que, na minha idade do armário, pensava estar para mim como Cristo para os cristaos. Os traços não mudaram, apenas se acentuaram com o passar dos anos....penso: como poderá o tempo mudar-nos de forma tão extrema? As borboletas já não saltam na barriga na presença daqueles olhos verdes e brilhantes...talvez por ambos termos encontrado novos "animais de estimação", quem sabe!
Lembro-me de que afinal, hoje é Sexta-Feira mas há muito que uma Sexta não tem o mesmo sabor...entre os 6 "empregos" que temos e os cursos, pós-graduações e mestrados que teimamos em tirar não sobra muito tempo.
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